
Como orientar minha filha com discernimento a respeito da festa de Natal?
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Pastor, Gostaria de orientar minha filha sobre a historia de Papai Noel, mas com discernimento. Somos da Maranata. Descobri logo assim que me converti que essa historia de papai Noel sempre foi uma questão de materialismo. Mas me encontro sem saber como explicar para minha filha de oito anos a verdadeira historia de papai Noel. Não tenho como pratica responder a ela simplesmente o que é de DEUS ou não. Gosto de explicar o por quê. Ela hoje não acredita mais nessa historia, mas ainda esta encantada com enfeites, arvores de natal. Essa que hoje não me incentiva mais...Resolvi lhe escrever porque acho que essa dúvida não é só minha, mas confesso que depois de um tempo na igreja surge um pouco de constrangimento de tirarmos esse tipo de dúvida. Sei que me orientando como agir estará não só me abençoando como à muitos irmãos em Cristo!
A Paz do Senhor
OBS: Espero anciosa sua resposta!
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Resposta:
Querida Ovelha
Paz, graça, alegria e celebração vindas de Deus encha sua família.
Nunca deixe nenhum constrangimento entrar na sua alma quando o alvo for ampliar a verdade que sempre liberta a alma de pressões e opressões.
Quanto a sua pergunta eu já havia respondido algo semelhante aqui no site, então resolvi repetir a resposta (parte 1) e transcrever no final (parte 2) um texto que achei muito significativo e que amplia a opinião.
Obrigado por sua participação, e penso que você está certíssima a ajudar a outros que possam ter a mesma dúvida neste período de natal.
Parabéns e que Deus te dê um final de ano cheio de paz e alegria verdadeira, que tem não quem se submete a festas e encontros, mas ao Governo do verdadeiro Deus de amor e graça: Jesus Cristo!
Que Deus te abençoe rica e abundantemente em Verdade e liberdade!
Em Cristo
Parte 1
TEMA: Comemorar o Natal usando os seus símbolos, é pecado na vida de um cristão?
Pastor: Um pessoa crente pode montar árvore de Natal? E decoração com velas, guirlandas, luzes, etc...? Pode? Levar meus filhos para ver Papai noel é pecado? E induzí-lo a escrevar cartinhas para ele,é errado? Espero sua resposta, com amor.
Pessoalmente não transformo o Natal em uma feitiçaria como alguns fazem, porém não o comemoro como a maioria faz, e isto por conclusões dentro de minha consciência com Deus e comigo mesmo.
Tudo é lícito diz a bíblia, mas nem tudo convém. Por isso precisamos sempre fazer todas as coisas com uma consciência livre e iluminada.
A origem do natal de fato não tem nenhum fundamento bíblico a não ser o fato de que Jesus realmente se manifestou no tempo e no espaço, e que por um acaso não foi em Dezembro o seu nascimento.
Sendo assim se você tem consciência da verdade e a ensina aos filhos em amor, você com certeza poderá se divertir com seu filho com todo o folclore que inventaram, se isto não contamina sua consciência. Seja livre!
Levar para ver Papai Noel é pecado?
Se você já esclareceu a verdade e o filho deseja ver (Tem criança que tem pavor), então não levá-lo penso que seria um pecado.
E induzí-lo a escrevar cartinhas para ele,é errado?
Não devemos induzir nunca ninguém ao engano, mas se tudo está elucidado – mostrando que é um folclore humano – e a criança deseja brincar, então brinque, mas como você faz com outras coisas separando a fantasia da realidade.
E decoração com velas, guirlandas, luzes, etc...?
Paulo ensina que não devemos entrar em conflitos por essas coisas, mesmo com a comida que era dedicada aos ídolos Paulo apelava também para a liberdade e a consciêcia que cada um ia tendo na medida que andava com Cristo.
O importante ele resumiu é que nunca poderia faltar era a decoração do amor, pois ele disse: No que diz respeito às coisas sacrificadas aos ídolos, já sabemos todos o seu significado. Saber...apenas saber...incha o ser e nada mais.
Somente o amor edifica.
Desse modo, se alguém tem a pretensão de achar que sabe alguma coisa, de fato ainda não aprendeu como convém saber.
O verdadeiro conhecimento vem do amor, pois, se alguém ama a Deus, esse é conhecido por Deus.
Fica ai minha ovelha minha opinião e o convite para decorar sua casa com muito amor por todos, e principalmente ao seu Deus. E no mais use de sua liberdade, sem dar ocasião a carne.
Parte 2
Paulo disse que não era para guardar mais festas religiosas como se elas carregassem virtude em si mesmas. Assim, as datas são apenas datas, e as mais significativas são aquelas que se fizeram história, memória, e ninho em nós. Ora, o mesmo se pode dizer do Natal, o qual, na “Cristandade”, celebra o “nascimento de Jesus”; ou, numa linguagem mais “teológica”, a Encarnação. No entanto, aqui, há que se estabelecer algumas diferenciações fundamentais:
1. Que Jesus não nasceu no Natal, em dezembro, mas muito provavelmente em outubro.
2. Que o Natal é uma herança de natureza cultural, e que foi instituída já no quarto século. De fato, o Natal da Cristandade, que cai em dezembro, é mais uma criação de natureza constantiniana, e, antes disso, nunca foi objeto de qualquer que tenha sido a “festividade” da comunidade dos discípulos originais.
3. Que a Encarnação, que é o verdadeiro natal, não é uma data universal—embora Jesus possa ter nascido em outubro—, mas sim um acontecimento existencial, e que tem seu inicio em nós quando cremos que “Deus estava em Cristo”; e se renova em nós cada vez que vivemos no amor de Deus, confiantes na Graça da Encarnação e na Encarnação da Graça: Jesus, o Emanuel.
4. Que conquanto o Natal da Cristandade não seja nada além de uma celebração religiosa e sincrética “(e aqui tem a mistura com outras festas que nada tem haver com o cristianismo)”, nem por isto ele faz mal a quem o celebra como quem come o pão e bebe o vinho do Amor de Deus em Sua Encarnação. Isto porque, como qualquer outra coisa, o que empresta sentido às coisas não são as coisas mesmas, mas o olhar de quem nelas projeta, simbolicamente, o seu próprio coração. Assim, que cada um tenha o natal que nele tiver sido gerado! O meu é todo dia, pois, a cada dia vivo apenas porque creio que Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo. Do contrário, para mim, não haveria natal; posto que, um homem como eu, já não encontra ilusões viáveis como paliativo e auto-engano para a existência. Por isto digo: sem o meu natal de fé em Cristo sobraria apenas o meu funeral de tristeza. Há quem faça um natalzinho existencialmente do tipo “Casas Bahia”. Há quem o torne algo tão “exato”, que não celebrar é como não comparecer ao “Aniversário de Jesus”. Há quem não o celebre por julga-lo uma festa pagã... “Mas em Cristo Aquele que é, é; e não se pode separar Nele eventos que salvam e eventos que não salvam. E isto por uma única razão: Quem salva é Ele, e não pedaços Dele! Portanto, como todos os dias, celebre seu natal com a gratidão dos filhos da Graça que se encarnou como manifestação de uma reconciliação que já estava feita antes de acontecer na História, visto que o Cordeiro de Deus já havia sido imolado desde antes da fundação do mundo.
[ 20/11/2007 ]