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Adoração Própria - por Helder Teixeira

"Com a sabedoria se edifica a casa, e com a inteligência ela se firma: E pelo conhecimento se encherão as câmaras de todas as substâncias preciosas e deleitáveis. Um varão sábio é forte, e o varão de conhecimento consolida a força." Prov 24.3-5

"A glória desta última casa será maior do que a da primeira, ." (Ag 2.9a).

Sabedoria, inteligência e conhecimento. Três importantes ingredientes para a formação de um adorador.

Na consagração do primeiro templo, a bíblia nos revela que a glória de Deus encheu o local (I Rs 8.11). O mesmo não ocorreu nem no templo de Zorobabel nem no de Herodes. Os templos foram reerguidos porém não havia neles nem a arca da aliança nem a nuvem de glória. Todavia no início da reconstrução do segundo templo, o de Zorobabel, o profeta Ageu profetizou a glória de Deus para o templo, exortando ao sumo-sacerdote e todo o povo para serem fortes e trabalhar. O que se vê nesta passagem profética é que a impressionante manifestação da glória de Deus está ainda por vir, pois, por não ter ocorrido a glória esperada nem no segundo nem no terceiro templo (o de Herodes), esta glória sem dúvida virá no último. No versículo 9 do segundo capítulo de Ageu, vemos exatamente esta expressão: "último", referindo-se profeticamente a um futuro distante e não ao futuro imediato do templo de Zorobabel.

Não se deve mais negligenciar as orientações, recomendações e profecias no que diz respeito ao louvor e a adoração, pois não se ignora as passagens bíblicas, muito menos se questiona sua veracidade. Entende-se estar vivendo os últimos dias da graça, período este em que as escrituras nos revelam um grande mover do Espírito e um derramar do mesmo sobre toda a carne (Jl 2.28,29); restaurando na graça a adoração primitiva de Israel no corpo de Cristo, a Igreja, como o último templo.

Diversas são as passagens bíblicas que advertem para a perícia do louvor, especialmente na música. No Salmo 47, os filhos de Coré exortam a salmodiar à Deus com harmonioso cântico; na linguagem corrigida de Almeida, a mesma passagem diz: "cantai louvores com inteligência."

Sendo desta forma entendido os dias atuais, deve-se apressar o cumprimento dos deveres dos ministros à palavra do conhecimento no que diz respeito à música como forma expressiva de adoração e louvor. Deve-se instruir a igreja em relação a seriedade do ministério e atuação dos músicos e orientar todos os que desejam fazer parte que invistam no conhecimento musical, bem como na formação de uma escola de levitas em cada comunidade.

"Era o números deles, juntamente com seus irmãos instruídos no canto do Senhor, todos eles mestres, duzentos e oitenta e oito." I Crôn 25.7

Será necessário uma equipe de levitas capazes e competentes para produzir, além de uma adoração de qualidade, outros levitas, visando a continuidade do ministério de música na igreja. Levitas que tenham no coração produzir levitas. Um adorador que gera outro adorador. Para isto, estes devem ser mestres em suas artes. Este é o maior atributo do mestre, formar outro mestre. Contudo, é importante que além do coração de mestre, o levita seja também perito em sua arte. O que canta, que cante bem; e o que fala, que fale bem; para desta forma formarmos levitas adoradores com perícia e maturidade.

Quando se fala em maturidade deve-se levar em conta todos os aspectos do significado da palavra no corpo, na mente, no coração, e no espírito.

Cada músico deverá freqüentar, com assiduidade aulas e ensaios, que serão ministradas por mestres e peritos em suas artes.

Com isto se objetiva estabelecer um caminho estruturado para um futuro ministério de música, inteligente, próprio e personalizado em cada comunidade. Uma vez que a maturidade em conhecimento produz estilo próprio, nossas igrejas terão qualidades ímpares de louvor e adoração. Isto é: teremos em cada igreja músicas e estilos diferentes independente do que a mídia nos impõe como modelo de adoração e que torna todas as comunidades semelhantes umas das outras pelo fato dos dirigentes e músicos copiarem até mesmo a maneira como os músicos de tal ministério tocam. A produção de um louvor e uma adoração personalizada é, sem dúvida, o fruto de um trabalho contínuo e elaborado de crescimento em conhecimento e domínio da arte em que determinado indivíduo se propõe desenvolver como forma de louvor e adoração. A imaturidade e a ignorância leva-nos a copiar e imitar algo que temos por modelo, entretanto para desenvolver uma adoração e/ou um ministério próprio será necessário o crescimento do conhecimento para se obter uma independência de estilo ou forma de adoração.

Qualidade em adoração. Esmero, tanto na parte técnica, como na maturidade, na espiritualidade e na coesão de interesses, - como unificação de esforços, idéias e trabalho - deve ser a meta traçada por cada ministério de música, tendo como principal objetivo o "adorar em espírito e em verdade", mas com coração próprio e sincero diante d"Aquele que é merecedor de todo e qualquer esforço em glória e de todo o trabalho de nossas vidas em adoração.


Helder Teixeira
Mestre em Música pela UFRJ
Flautista da Orquestra Sinfônica Nacional
Professor de flauta do CEIM - Universidade Federal Fluminense
Professor do Curso superior de Música da Universidade Candido Mendes
Membro da Igreja Evangélica Maranata de Nova Friburgo


Bibliografia

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[ 08/11/2005 ]


 
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