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Nem Eu Te Condeno (Dr. Cesar Vasconcelos Médico psiquiatra)

João 8:1-11.

"Muitos dos que iam ter com Cristo em busca de auxílio, haviam trazido sobre si a enfermidade; todavia, Ele não Se recusava a curá-los. E quando a virtude que dEle provinha penetrava nessas pessoas, elas experimentavam a convicção do pecado, e muitos eram curados de sua enfermidade espiritual, bem como da doença física." Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver (CBV), 73.

Você vai escutar sua consciência acusando-o de pecados reais, e dizendo que seu caso é perdido e irrecuperável. Essa é a obra do inimigo: desanimar as pessoas espiritualmente e destruir a nossa fé, mesmo que pequena, no Salvador nosso Advogado diante do Pai.

Daí ser fundamental estudar as histórias bíblicas de como Deus aceitou pecadores que haviam feito males incríveis, como assassinatos, adultérios, mentiras audaciosas, mundanismo (entrega aos prazeres - filho pródigo), etc., embora Deus sempre rejeite o pecado.

A maneira de Deus lidar com estes pecadores nas histórias reais bíblicas nos encoraja, sendo nós pecadores.

Sal. 103:1-6, 10, 13 e 14.

Voltando a João 8, vemos, no verso 3 e 4 que os líderes da igreja, traiçoeiros, com hipócrita manifestação de respeito, com fingida reverência, que encobria uma trama astutamente urdida para Sua ruína, trouxeram uma mulher, arrastada por eles, apanhada em adultério, e ela estava apavorada.

Eles a acusaram de ter violado a lei de Moisés que dizia que uma mulher apanhada em adultério deveria ser apedrejada. E perguntou a Jesus o que Ele dizia do caso.

"Se Jesus absolvesse a mulher, seria acusado de desprezar a lei de Moisés. Se a declarasse digna de morte, poderia ser acusado aos romanos como alguém que pretendia autoridade que unicamente a eles pertencia." CBV, 88.

Lembrar que os romanos dominavam o mundo na ocasião sendo os judeus prisioneiros deles.

"Jesus contemplou a cena - a trêmula vítima em sua vergonha, a fisionomia dura dos dignitários, destituídos de simples piedade humana. Seu espírito de imaculada pureza como que recuou do espetáculo. Sem dar nenhum sinal de haver ouvido a pergunta, curvou-Se e, fixando os olhos no chão, pôs-Se a escrever na areia.
Impacientes com Sua demora e aparente indiferença, os acusadores aproximaram-se mais, insistindo em Lhe chamar a atenção para o assunto. Mas, quando seus olhos, seguindo os de Jesus, caíram no chão a Seus pés, suas vozes emudeceram. Ali, traçados diante deles, achavam-se os criminosos segredos da vida de cada um." CBV, 88.

Então, Jesus, fixando os olhos nos astuciosos anciãos (líderes da igreja) disse: João 8:7 e 8.
"Ele não pusera de lado a lei mosaica, nem desrespeitara a autoridade romana. Os acusadores foram derrotados. Agora, havendo-lhes sido arrancadas as vestes de pretendida santidade, ali estavam, culpados e condenados, em presença da infinita pureza. Tremendo, não fosse a oculta iniqüidade de sua vida exposta perante a multidão, cabisbaixos, retiraram-se furtivamente, deixando sua vítima com o compassivo Salvador." CBV, 88.

Jesus ergueu-Se, e olhando para a mulher disse: João 8:10 e 11.

"A mulher estivera diante de Jesus toda encolhida de temor. Suas palavras: ;Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela 34; (João 8:7), soaram-lhe aos ouvidos como uma sentença de morte. Ela não ousava erguer os olhos para o rosto do Salvador, mas esperava em silêncio sua condenação. Com espanto viu os acusadores retirarem-se mudos e confundidos; então, chegaram-lhe ao ouvido aquelas palavras de esperança: Nem Eu também te condeno; vai-te e não peques mais; João 8:11. Enterneceu-se o coração, e atirando-se aos pés de Jesus, soluçou seu reconhecido amor, e com amargo pranto confessou seus pecados." CBV, 89.

"Isso foi para ela o começo de uma nova vida, uma vida de pureza e paz, devotada a Deus. No reerguimento dessa alma caída, Jesus realizou um milagre maior do que na cura da mais terrível doença; curou a doença espiritual que produz morte eterna. Esta arrependida mulher tornou-se um de Seus mais firmes seguidores. Com abnegado amor e devoção, mostrou seu reconhecimento pela perdoadora misericórdia de Jesus. Para essa desviada mulher não tinha o mundo senão desprezo e zombaria; mas Aquele que é sem pecado compadeceu-Se de sua fraqueza, e estendeu-lhe ajudadora mão. Enquanto os fariseus hipócritas acusavam, Jesus mandou-lhe:Vai-te e não peques mais;" CBV, 89.

A posição de Deus para com o pecado é a rejeição, mas para com o pecador é o perdão e a restauração.

"Jesus não deseja que fiquem desprotegidos ante às tentações de Satanás os que por tal preço foram adquiridos. Não deseja que sejamos vencidos e venhamos a perecer. Aquele que fechou a boca aos leões na cova, e andou com Seus fiéis por entre as chamas da fornalha, está igualmente disposto a trabalhar em nosso favor, a subjugar todo mal em nossa natureza. Hoje, está Ele ao altar da misericórdia, apresentando perante Deus as súplicas dos que Lhe desejam o auxílio. Não repele nenhuma criatura chorosa e arrependida. Perdoa abundantemente a todos quantos vão ter com Ele em busca de perdão e restauração. Ele não conta a ninguém tudo quanto poderia revelar, mas manda a toda alma tremente que tenha ânimo. Quem quiser pode apoderar-se da força de Deus, e fazer paz com Ele, e Ele fará paz." CBV, 90.

1 João 1:7.
Romanos 8:33 e 34.

[ 20/02/2006 ]


 
[ V O L T A R ]




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